
Qualquer um que acesse a internet há algum tempo já ouviu falar em blog. Inicialmente pouco conhecido, popularizou-se quando adolescentes passaram a utiliza-los como diários virtuais, relatando experiências, pensamentos, expectativas. Assim como o fenômeno das home-pages no começo da década, os blogs logo viraram uma febre. E foi essa imagem, de “diários virtuais” que ficou gravada no imaginário popular.
Em uma fase posterior, outros grupos começaram a usar os blogs, gerando um conteúdo diferenciado, escrevendo sobre tecnologia, arte, literatura, notícias. Hoje temos uma comunidade – chamada de “blogosfera” – mais amadurecida. Enquanto em um primeiro momento a estratégia para atrair visitantes era generalizar, colocando de tudo um pouco, agora fazia-se o oposto. Houve uma especialização, cada qual em seu nicho, escrevendo para um público alvo mais especializado. Foi o surgimento dos blogs “sérios”. De diários, eles passaram a ter muitos outros usos.
Alguns blogueiros (ou bloguistas), com material de alta qualidade e grande número de visitações, passaram a ganhar dinheiro com os mesmos. Empresas incluíram em suas estratégias de marketing, posts pagos, comentando sobre produtos. Embora ainda haja uma rixa ou outra com a mídia tradicional, é inegável: os blogs vieram para ficar e são o veículo de informação do futuro.

Em meio a essa onda, vieram os blogs científicos. Ainda são poucos, muito poucos. As áreas tecnológicas, como seria de se esperar, são mais contempladas. Alguma coisa sobre física, matemática, computação. Alguns condomínios virtuais, associando diversos blogs científicos, passam a existir. Mas tudo ainda é muito iniciante, muito embrionário. “Por que será?”, somos levados a nos perguntar. Temos material humano em abundância, afinal de contas as universidades estão abarrotadas de estudantes e pesquisadores cheios de conhecimento a compartilhar.
O que é que está faltando? Talvez falte o reconhecimento dos blogs, pelo público em geral, como uma ferramenta séria de divulgação. Ou então o problema esteja na ainda existente atitude da academia em relegar divulgação científica a um segundo plano. Preguiça, desinformação, falta de tempo, podemos sugerir inúmeras causas.
Nos próximos posts, procurarei falar um pouco mais sobre o assunto. Vou me esforçar, blogueiro inciante que sou, para trazer um bom conteúdo aos leitores. Enquanto isso, espero que cada vez mais cientistas juntem-se a nós!


3 comments
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Março 1, 2009 às 1:06 pm
Rafaela
Muito legal a sua iniciativa em explicar o que são, como surgiram e seu ponto de vista dos blogs, e acima de tudo, a precocupação com a qualidade da informação e a preocupação com divulgação científica como instrumento fundamental de difusão e ‘distribuição’ do conhecimento, o que nem dentro das gdes universidades é valorizado.
Lembro que durante a graduação fazíamos blogs para dividir nossos hobbies além biologia, como poesia, história, fotografia… Hoje ficou como uma maneira de nos comunicarmos em virtude da distância, contribuindo com conhecimento de cada um e novas experiências. Mas nessa perspectiva, é algo bastante restrito.
Espero que blogos de ciência, como o seu e outros de gde qualidade, passem a ser utilizados como mais um instritumento de difusão de conhecimento para toda a comunidade ‘não científica’ que frequenta o cyberespaço…
Abraços!
Março 1, 2009 às 1:59 pm
Água
Rafaela, espero a mesma coisa. Acho que quando as pessoas olharem melhor, vão perceber a simplicidade e potencialidade dessa ferramenta. Mas não tenho pressa. A web 2.0 ainda é nova para o público em geral, que não está acostumado com a idéia de que todo mundo pode gerar conteúdo. Aos poucos a comunidade vai crescendo.
Março 1, 2009 às 5:28 pm
Rafaela
Legal! Também acredito no tempo… Tudo é bem recente, e qto à qualidade sempre haverá coisas boas e coisas ruins… Vou sugerir a leitura desse seu bloco de textos no meu blog, ok?
Abç