Bip... Bip...

Qualquer um que acesse a internet há algum tempo já ouviu falar em blog. Inicialmente pouco conhecido, popularizou-se quando adolescentes passaram a utiliza-los como diários virtuais, relatando experiências, pensamentos, expectativas.  Assim como o fenômeno das home-pages no começo da década, os blogs logo viraram uma febre. E foi essa imagem, de “diários virtuais” que ficou gravada no imaginário popular.

Em uma fase posterior, outros grupos começaram a usar os blogs, gerando um conteúdo diferenciado, escrevendo sobre tecnologia, arte, literatura, notícias. Hoje temos uma comunidade – chamada de “blogosfera” – mais amadurecida. Enquanto em um primeiro momento a estratégia para atrair visitantes era generalizar, colocando de tudo um pouco, agora fazia-se o oposto. Houve uma especialização, cada qual em seu nicho, escrevendo para um público alvo mais especializado. Foi o surgimento dos blogs “sérios”. De diários, eles passaram a ter muitos outros usos.

Alguns blogueiros (ou bloguistas), com material de alta qualidade e grande número de visitações, passaram a ganhar dinheiro com os mesmos. Empresas incluíram em suas estratégias de marketing, posts pagos, comentando sobre produtos. Embora ainda haja uma rixa ou outra com a mídia tradicional, é inegável: os blogs vieram para ficar e são o veículo de informação do futuro.

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Em meio a essa onda, vieram os blogs científicos. Ainda são poucos, muito poucos. As áreas tecnológicas, como seria de se esperar, são mais contempladas. Alguma coisa sobre física, matemática, computação. Alguns condomínios virtuais, associando diversos blogs científicos, passam a existir. Mas tudo ainda é muito iniciante, muito embrionário. “Por que será?”, somos levados a nos perguntar. Temos material humano em abundância, afinal de contas as universidades estão abarrotadas de estudantes e pesquisadores cheios de conhecimento a compartilhar.

O que é que está faltando? Talvez falte o reconhecimento dos blogs, pelo público em geral, como uma ferramenta séria de divulgação. Ou então o problema esteja na ainda existente atitude da academia em relegar divulgação científica a um segundo plano. Preguiça, desinformação, falta de tempo, podemos sugerir inúmeras causas.

Nos próximos posts, procurarei falar um pouco mais sobre o assunto. Vou me esforçar, blogueiro inciante que sou, para trazer um bom conteúdo aos leitores. Enquanto isso, espero que cada vez mais cientistas juntem-se a nós!

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