flroesta-desenho2A visão que se tem hoje de áreas protegidas é de que elas representam uma boa tentativa de salvarmos algumas áreas da destruição ambiental generalizada que temos presenciado. São muitas vezes vistas como uma solução moderna, e os critérios utilizados hoje para a sua criação são principalmente ecológicos, como diversidade de espécies da área, grau de endemismo, heterogeneidade de habitat, existência de espécies ameaçadas, etc. Mas nem sempre foi assim.

Áreas protegidas são uma idéia antiga. Inicialmente, a motivação de estabelecer estas áreas era a manutenção dos estoques de determinado recurso natural. Exemplo disso foram as primeiras leis de proteção à vegetação do Brasil, nos séculos XVIII e XIX. Na época, madeira de qualidade era um recurso estratégico tanto militar quanto econômico, uma vez que era a base da indústria naval. A partir de 1795 foram emitidas uma série de leis para regulamentar o uso dessa madeira, chamada de “pau real” ou “madeira de lei” (daí a origem do nome). Outras áreas passaram a ser protegidas, funcionando como reservas de madeira para construção, lenha, água, entre outros.

Um exemplo foram as plantações pertencentes às ferrovias, estas surgidas no Brasil em 1856. Os trens da época utilizavam madeira de duas formas: na fabricação de dormentes, onde ficam assentados os trilhos; e para geração de energia, através do carvão vegetal. Quando as primeiras ferrovias foram construídas no país, objetivando escoar para o litoral a produção agrícola do interior (principalmente café), notou-se um crescimento do desmatamento nas suas áreas de influência.

Mico-leão-dourado

Mico-leão-dourado

Logo as empresas foram impelidas a manter plantações de árvores para abastecer seu consumo intenso. Uma destas áreas, pertencente à Rede Ferroviária Federal, foi adquirida pelo governo federal no final do século passado. A área foi transformada na Reserva Biológica União, abrigando alguns dos últimos remanescentes de mico-leão-dourado existentes na natureza.

Um dos Parques Nacionais mais conhecidos e visitados do Brasil, o Parque Nacional da Tijuca – ou Floresta da Tijuca, para os íntimos -, foi protegido inicialmente porque abrigava os mananciais que abasteciam a cidade do Rio de Janeiro. Os desmatamentos na área, tomada na época por plantações de café, diminuíram a vazão dos rios que ali nasciam, o que ficou mais preocupante em períodos de seca prolongado. Em meados do século XIX algumas leis decretaram a proteção dos remanescentes de matas, assim como a desapropriação de terras. Alguns anos depois, foi iniciado um intenso trabalho de reflorestamento, que ao longo do tempo se transformou na exuberante mata que podemos ver hoje.

Cachoeira dos Macacos - Parque Nacional da Tijuca

Cachoeira dos Macacos - Parque Nacional da Tijuca

Estes exemplos retratam a visão da época, extremamente utilitarista, ainda muito impactada pela revolução industrial. Atualmente, embora muita coisa não tenha mudado, outros valores estão presentes na sociedade com mais força, como o ambientalismo. Em um post futuro avançarei para o século XX, para falar um pouco sobre as atuais Unidades de Conservação. Até a próxima!

Para ler mais sobre como lidamos com a natureza ao longo da história de desenvolvimento do Brasil, recomendo o ótimo A Ferro e Fogo – A História e a Devastação da Mata Atlântica Brasileira, de Warren Dean. Leia uma resenha aqui

Veja, não sou eu que estou falando. Este é o título do último editorial da Nature, uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo. Vejamos alguns trechos (perdoem eventuais imprecisões na tradução):

“Este cenário (a vontade dos autores em discutir seus trabalhos antes da publicação) destaca a importância potencial de cientistas dedicarem-se à blogosfera.”

“De fato, seriam bom que os pesquisadores blogassem mais do que o fazem. A experiência em periódicos como Cell e PLoS ONE, que permitem às pessoas comentarem os artigos, sugere que pesquisadores são muito relutantes em participar destes fóruns. Mas a blogosfera tende a ficar menos inibida, e as discussões técnicas devem aumentar.”

“Há debates que têm muito a ganhar a partir das vozes não censuradas dos pesqusiadores”

“Um bom blog consome muito do tempo livre dos cientistas responsáveis, mas podem fazer a diferença quanto à qualidade e integridade das discussões.” (a minha preferida)

Tudo bem que nos Estados Unidos a visão que se tem dos blogs é muito diferente da que temos aqui, mas não deixa de ser um bom estímulo para os cientistas. Bloguemos, então!

Fonte: Brontossauros em meu jardim

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Quem é que não gosta de ver aquelas imagens do Globo Repórter, mostrando animais presos sendo soltos na mata? Ou ainda, quem, ao ler no jornal que 50 aves foram apreendidas pelo Ibama, não sente um certo alívio, porque agora elas terão a sua merecida liberdade? Devolver animais para a natureza é algo que chama a atenção, que interessa e comove as pessoas. Quase como ver um panda mastigando bambu.

E todo mundo sabe que a melhor coisa a fazer com animais apreendidos é devolve-los à natureza o mais rápido possível, para evitar maiores danos, certo? ERRADO, pois é possível que a maior parte dessas solturas não sirva para absolutamente nada. Pior, talvez causem danos à fauna do local.

O problema é que na maioria dos casos os animais são devolvidos ao ambiente natural sem planejamento, acompanhamento e por pessoal não habilitado. Em muitas apreensões feitas pela polícia, os animais são soltos ali mesmo. Poucas cidades no Brasil possuem centros de triagem, que são os locais ideais para encaminhar animais apreendidos.

Filhote de capivara no CETAS do Ibama em Alagoas

Filhote de capivara no CETAS do Ibama em Alagoas

Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) são geralmente administrados pelo Ibama, mas também podem ser gerenciados por outras instiuições, sob a supervisão dos órgãos. As parcerias com universidades, ONGs e empresas são uma tentativa de lidar com a séria restrição de recursos e pessoal que atinge os centros.

Nos CETAS, veterinários e biólogos identificam a espécies do animal apreendido, checam sua idade, sexo, peso e condições de saúde, para por fim avaliar se o indivíduo está ou não apto a ser devolvido à natureza. No caso de animais que nasceram em cativeiro, ou vivem presos há muito tempo, não é possível solta-los, pois não teriam chances de sobreviver sem cuidados.

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Condor-da-Califórnia

Animais capturados há pouco tempo e saudáveis podem ser devolvidos, mas antes passam por um longo período de treinamento. Eles devem reaprender a encontrar sua própria comida, fugir de predadores, localizar um parceiro para se reproduzir, entre outros. Além disso, o animal precisa também se exercitar, para recuperar a força muscular e a capacidade aeróbica (como um atleta treinando para uma competição). Durante todo este período, deve-se evitar que os animais acostumem-se com a presença de humanos, seja limitando o contato com os funcionários, seja usando estratégias criativas de alimentação.

A área de soltura deve ser escolhida cuidadosamente. É importante que seja um local de distribuição histórica da espécie, ou seja, onde ela ocorra ou tenha ocorrido naturalmente. Algumas perguntas devem ser feitas. Há ameaças à espécie, como poluição, caça ou desmatamento? Qual a composição da fauna e flora da região? Há outros indivíduos da mesma espécie do que será solto? Eles formam estruturas sociais? Como essa estrutura será afetada pela reintrodução? Há riscos destes animais contaminarem o novo indivíduo com alguma doença? E o contrário?

Recintos grande permitem que os animais se exercitem antes da soltura

Recintos grande permitem que os animais se exercitem antes da soltura

Respondidas estas questões, chega-se à útima etapa. O animal é colocado na área de reintrodução, mas fica alguns dias em uma gaiola, com comida. Tudo para que ele vá se acostumando com o novo ambiente. Depois a gaiola é retirada, mas ainda é dada comida de vez em quando. Neste tempo, o animal vai voltando a se alimentar sozinho. Por fim, não é dada mais comida, mas continua-se observando o animal por bastante tempo, para ver se ele está conseguindo sobreviver, interagir com outros indivíduos e se reproduzir.

Este processo é chamado de liberação suave (soft release), na qual a reintrodução é feita aos poucos. Dá trabalho e custa caro. Por isso, infelizmente é difícil ver esse programa ser seguido corretamente. Uma vez que um animal é capturado, ele tem poucas chances de voltar à natureza. Como na medicina, melhor e mais barato seria previnir, educando caçadores, punindo atravessadores e comerciantes. Caso contrário, corremos o risco de, em alguns anos, termos apenas florestas sem animais. Florestas vazias…

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Frase do dia: “Aquecimento global é o iPhone da blogosfera científica”

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maggie2Uma nova estratégia será utilizada na luta contra a extinção de tigres no Camboja: a cadela Maggie, responsável por rastrear os animais. Após treinamento na Rússia, Maggie chegou ao Camboja no começo de fevereiro. Segundo informa a Folha de São Paulo, a idéia de utilizar os cães surgiu após o fracasso dos meios convencionais, como câmeras automáticas e pesquisas de campo. O número de tigres no Camboja passou de 100 mil indivíduos para apenas 5 mil no último século. Essa redução se deu principalmente por causa da destruição de seu habitat e da caça – a medicina chinesa utiliza quase qualquer parte do tigre, do pênis aos bigodes.

O uso de cães na conservação parece ser bastante promissor. Os maiores beneficiados devem ser os países em desenvolvimento, que em muitos casos são grandes centros de biodiversidade, mas possuem orçamento limitado para tratar de questões ambientais.

O preço de um conjunto de câmeras com detectores de calor e movimento pode facilmente chegar a mais de mil dólares, além de mostrar baixa eficiência em algumas situações. Armadilhas são mais baratas, mas devem ser checadas diariamente e só podem ser usadas para alguns tipos de animais, além de estressar os indivíduos capturados.

Cada técnica possui vantagens e desvantagens, e assim também é com os cães. Alguns cuidados devem ser tomados, e acredito que o mais importante deles seja assegurar que o animal esteja totalmente livre de doenças e/ou parasitas, para que não contamine a fauna local. As próprias fezes e urina do cachorro podem afetar o comportamento de espécies que sintam o cheiro e o considerem um predador ou competidor. Enfim, os cães não são a solução apra todos os problemas, mas podem ser uma boa alternativa aos métodos já existentes.

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"Você ouviu isso? Que tal começarmos agora mesmo?"

"Você ouviu isso? Que tal começarmos agora mesmo?"

Darwin calculou que um casal de elefantes, animais de reprodução lenta, seriam capazes de cobrir a face da Terra com seus descentes em apenas 500 anos. Ora, porque então os blogs científicos – que são muito mais fáceis de criar que elefantinhos, aliás – não estão também se multiplicando tão rapidamente? A conclusão óbvia é que há alguma limitação ao seu crescimento.

Mas antes de analisar tais limitações, vamos fazer um pequeno exercício. O que faz um blog de sucesso? Pelos exemplos que tenho encontrado, dá pra dizer que todos os grandes blogs possuem dois elementos em comum: conteúdo de qualidade, escrito geralmente por quem trabalha na área, e uso de todo o potencial tecnológico do blog – o que significa programação de scripts, desenho de layouts, otimização de links, entre outros. São pessoas que, além de escrever – bem – sobre o que conhecem, dominam os macetes deste novo veículo da internet.

Não é difícil entender agora porque a maioria dos grandes blogs tratam de temas como tecnologia e informática, não? Esta é, na minha opinião, a primeira dificuldade que encontramos. Mesmo que haja algum biólogo interessado em manter um blog, que tenha disponibilidade de tempo e consiga produzir um bom conteúdo, isto não é garantia alguma de sucesso.

Não adianta apenas o blog ter informações interessantes e textos bem escritos. Se for feio ou pouco funcional os visitantes não se sentirão atraídos a retornar. Talvez eles nem consigam encontrar o blog, na verdade. Experimente falar em SEO para que não é da área tecnológica. Imediatamente você vai se sentir a criatura mais estranha do planeta, dado os olhares de dúvida que vai receber. Mas não precisamos ir tão a fundo em técnicas (aparentemente) obscuras.

Adaptando-se a um novo meio

Adaptando-se a um novo meio

A simples transição de um texto tradicional para um texto de internet ainda é  pouco compreendida pela maioria das pessoas. Basta olhar por aí. Encontramos facilmente blocos e blocos de texto, imensos, como que saídos do Saramago. Procure algum hiperlink em um texto desses. Um recurso valioso, que permite uma maior flexibilidade textual, uma vez que o leitor tem a opção de se aprofundar no assunto – como muito bem explicado pelo Cardoso, aliás -, praticamente não existem.

Imagens aparecem com mais frequência e variedade. Mas é possível que tenham sido importadas das tradicionais apresentações de powerpoint, um instrumento com o qual o meio científico já se adaptou. Aos poucos, vamos tentando entender como explorar melhor esse mundo inteiramente novo.

O leitor atento deve ter reparado que os parágrafos acima partiram de uma premissa: que há alguém interessado em se dedicar a um blog. Bom, não é tão simples assim. É raro encontrar, mesmo entre um grupo de estudantes ou pesqusiadores universitários, alguém que mantenha um blog.

Alguns ficam com medo de levar um puxão de orelha por causa do blog

Alguns têm medo de levar um puxão de orelha por causa do blog

Os motivos, como comentados em um post anterior, podem ser muitos. Primeiro, é uma prática não valorizada. Pretendo voltar a esse assunto futuramente, mas cabe apenas dizer que a divulgação científica não tem o status da pesquisa na maioria dos grupos acadêmicos, ficando como última das prioridades. Isto mesmo para veículos tradicionais e reconhecidos, como a Ciência Hoje. Quem dirá então um blog, que geralmente é visto como “coisa de quem não tem mais o que fazer”.

Segundo, muitas vezes mesmo que tem interesse, fica com receio. “Será que vou conseguir fazer algo bom?” é a maior preocupação de quem não tem prática. Um blog requer uma certa frequência de textos, ou seja, disponibilidade de tempo. Acredito que isso desanime parte dos iniciantes. Aos menos afeitos à tecnologia, qualquer obstáculo encontrado para criar ou manter o blog pode servir de desistímulo, mesmo havendo hoje ferramentas muito simples de utilizar.

Para lidar com estes problemas, uma solução é o trabalho em conjunto. Seu amigo domina temas interessantes mas não quer escrever para internet? Convide-o para mandar um texto para o seu blog. A repercussão, os comentários, acabam servindo de estímulo para que ele poste novamente. Se tudo der certo, logo logo você terá um novo vizinho na blogosfera.

Então, resumindo, qual é o dever de casa da blogosfera científica, se ela quiser crescer e melhorar?

  • Encontrar novos colegas dispostos a trazer um pouco do seu conhecimento
  • Compreender e realizar a transição da linguagem tradicional para a linguagem de blogs
  • Utilizar melhor as ferramentas disponíveis para manutenção e divulgação

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Com este, encerro a série de 3 posts introdutórios, sobre blogs científicos. A partir de agora vou me ater mais à biologia, prometo =)

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“Pra que serve um blog científico?”, alguém pode ser perguntar. É um questionamento plausível, uma vez que a informação está aí, em livros, artigos, revistas de divulgação, material na internet… É verdade. Mas o blog não vem para competir com estes meios. Ele funciona como uma complementação.

É claro que quem quiser se informar sobre a evolução das aves pode encontrar em um livro de zoologia dos vertebrados. Mas é possível que tal livro não esteja disponível online, seja caro, esteja em inglês e seu conteúdo seja de difícil entendimento.

Veja, por exemplo, o papel do professor na sala de aula. A utilidade dele não é dizer o nome das organelas, isso qualquer um consegue achar em um livro. Mas a aula ajuda o aluno a entender o que ele leu, explica o conteúdo de outra forma, faz comparações com o cotidiano, tudo no sentido de promover a compreensão. Ou ainda podemos citar os comentaristas e colunistas de jornal. Ora, um completo leigo em economia, como eu, se quiser se informar sobre o tema, vai achar muito úteis as explicações da Míriam Leitão.

O blogueiro atua como um colunista, fazendo a interface entre determinada infoirmação e o leitor. Isto pode ser feito de diversas maneiras:

  • selecionando e compilando as informações mais interessantes que saem diariamente na internet (sobre tecnologia, por exemplo);livros1
  • trazendo conhecimento não disponível em fontes oficias (como o dia-a-dia de determinada profissão, por exemplo. Este modelo tem sido usado pela blogosfera policial, com resultados muito interessantes. Este professor também faz algo semelhante);
  • explicando temas científicos para uma linguagem mais acessível ao público leigo;
  • dando opinião sobre acontecimentos, notícias ou assuntos diversos

Dependendo dos objetivos do blog, pode haver uma especialização e determinado modelo de atuação. Há casos em que só há a divulgação de links diversos, por exemplo. Mas isto não é uma divisão rígida, cada blogueiro atua da forma que achar mais interessante e de acordo com o perfil de seu público alvo. Blogueiros profissionais podem preferir ter dois ou mais blogs, aplicando modelos diferentes em cada um.

Bip... Bip...

Qualquer um que acesse a internet há algum tempo já ouviu falar em blog. Inicialmente pouco conhecido, popularizou-se quando adolescentes passaram a utiliza-los como diários virtuais, relatando experiências, pensamentos, expectativas.  Assim como o fenômeno das home-pages no começo da década, os blogs logo viraram uma febre. E foi essa imagem, de “diários virtuais” que ficou gravada no imaginário popular.

Em uma fase posterior, outros grupos começaram a usar os blogs, gerando um conteúdo diferenciado, escrevendo sobre tecnologia, arte, literatura, notícias. Hoje temos uma comunidade – chamada de “blogosfera” – mais amadurecida. Enquanto em um primeiro momento a estratégia para atrair visitantes era generalizar, colocando de tudo um pouco, agora fazia-se o oposto. Houve uma especialização, cada qual em seu nicho, escrevendo para um público alvo mais especializado. Foi o surgimento dos blogs “sérios”. De diários, eles passaram a ter muitos outros usos.

Alguns blogueiros (ou bloguistas), com material de alta qualidade e grande número de visitações, passaram a ganhar dinheiro com os mesmos. Empresas incluíram em suas estratégias de marketing, posts pagos, comentando sobre produtos. Embora ainda haja uma rixa ou outra com a mídia tradicional, é inegável: os blogs vieram para ficar e são o veículo de informação do futuro.

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Em meio a essa onda, vieram os blogs científicos. Ainda são poucos, muito poucos. As áreas tecnológicas, como seria de se esperar, são mais contempladas. Alguma coisa sobre física, matemática, computação. Alguns condomínios virtuais, associando diversos blogs científicos, passam a existir. Mas tudo ainda é muito iniciante, muito embrionário. “Por que será?”, somos levados a nos perguntar. Temos material humano em abundância, afinal de contas as universidades estão abarrotadas de estudantes e pesquisadores cheios de conhecimento a compartilhar.

O que é que está faltando? Talvez falte o reconhecimento dos blogs, pelo público em geral, como uma ferramenta séria de divulgação. Ou então o problema esteja na ainda existente atitude da academia em relegar divulgação científica a um segundo plano. Preguiça, desinformação, falta de tempo, podemos sugerir inúmeras causas.

Nos próximos posts, procurarei falar um pouco mais sobre o assunto. Vou me esforçar, blogueiro inciante que sou, para trazer um bom conteúdo aos leitores. Enquanto isso, espero que cada vez mais cientistas juntem-se a nós!

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